terça-feira, setembro 07, 2004

Chavão indecente

Sempre tem alguém que ache que para chamar a atenção, -tem que fazer a diferença-. Pois este é o norte da teóloga(?) Marcella Althaus-Reid, em entrevista à Revista Época.O lado bom é que ela reforça o alcance do Ofíco até nas terras da rainha. Mais uma que -faz parte do time-. Pelo menos em parte...
Alguns trechos


ÉPOCA - Como é o Deus ''Queer''?
Marcella - É -um Deus que não está terminado-. Temos Deus -saindo do armário- ao dizer ''não posso ser Deus, tenho outra identidade, preciso ser homem''. Não é um gesto de doação aos homens, mas uma necessidade de Deus de revelar-se. Dizer: ''Sou frágil, sou humano''. -Sair desse armário- -lhe custou caro-. Essa é -uma interpretação nova- de Deus, a partir de outra maneira de se relacionar com a divindade. (...). -Eu trabalho com o pós-moderno-. O Deus Queer é -um Deus inacabado-. -Em processo-, ambíguo, de múltiplas identidades, que -nunca terminamos de conhecer-...
(...)
ÉPOCA - E o que vai ocupar esse vazio, a Teologia Indecente?
Marcella - Não estou questionando o -compromisso com os excluídos-, mas quem são eles. -Teologia é uma caminhada-. -Temos de seguir-. A Teologia Indecente é -uma forma de seguir-, mas há outras. Elas tratam de -refletir todas as lutas-, não só a luta do pobre. Mas -a luta do travesti, do negro, do amarelo, de todos-. O mais importante, penso, é que não se façam ideologias, que são sempre impostas. O único jeito é -o diálogo dos diferentes-.


A entrevista completa, se é que deu vontade, aqui.
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